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On-line driven, off-line supported: Já ouviu falar?

Enviado por Bruna Pastorini em 04/08/2009 às 10:24 AM

Pessoal, estava passeando pela internet, quando vi que a conta digital da Saraiva tinha sido ganha pela I think, agencia especialista em mkt e planejamento digital. Em seguida, claro, entrei no site da agência (muito bom por sinal - mas o link só vou dar ao inal do post para nao tirar ngm daqui) e enquanto lia sobre o trabalho deles, vi que trabalhavam com o conceito 'On-line driven e offline supported'.

 

Fiquei encucada pois até então não tinha ouvido falar desse novo conceito e fui pesquisar na internet. Achei esse texto aqui embaixo que foi escrito pelo próprio CEO da agência e vou compartilhar com vocês aqui embaixo. Vale muito a pena mesmo, pois fala de tudo isso que estamos vivendo nesse 'boom do marketing digital'.

 

Para os ocupados de plantão, coloquei as partes que eu acho mais importante em negrito. Mas não evite a fadiga! Leia tudo!

 

 

On-line driven, off-line supported
Marcelo Tripoli
 

Outro dia fiquei mais de uma hora mostrando pra um amigo o aplicativo Shazam do iPhone: ele identifica as músicas que você ouve, armazena o registro, manda para as redes sociais a que você está conectado e te permite, claro, comprar a música pela internet. Ele ficou maravilhado, não só pela funcionalidade, mas principalmente por causa da convergência de mídias.

Mais tarde, fui mostrar o Shazam para a minha sobrinha de 8 anos e ela que me surpreendeu: em cinco minutos, ela entendeu como funcionava o aplicativo e selecionou 4 músicas que queria que eu comprasse. Isso tudo sem se impressionar tanto quanto o meu colega. Para ela, um aplicativo de celular que interage com uma música tocada no rádio e permite uma compra via web é um produto normal no seu cotidiano.

O novo consumidor transita com facilidade entre diferentes mídias e decide o conteúdo que recebe. As pessoas estão conscientes em relação ao poder de escolha que possuem. Por isso, não se impactam mais com formatos de publicidade que sejam impostos e unilaterais. Elas querem diálogo.

Muitos anunciantes já entenderam esta mudança e investem cada vez mais em marketing digital. A projeção de crescimento desse mercado em 2009, segundo dados do IAB Brasil, é de 30%. Mas será que todos estão preparados para transitar nesse novo ambiente?

Muitas agências - assim como alguns anunciantes - acreditam que a receita é simplesmente estender a campanha originalmente criada para TV e mídia impressa para Internet, por meio de hot sites e banners super-produzidos.

Mas seria essa a melhor abordagem para uma marca se comunicar com esse o novo consumidor? Acredito que não. Há uma antiga expressão que diz: "Old Organization + New technology = expensive old organization". É exatamente isso o que acontece quando um novo meio como a Internet encontra um jeito velho de pensar em comunicação. A mensagem não é passada da melhor forma, tem alcance limitado e não oferece os melhores resultados para o cliente.

As agências que tem o mesmo DNA deste novo consumidor já entenderam esta mensagem e começaram a desenvolver novas formas de comunicar sem interrupção e com relevância. A estratégia para atingir o público? Campanhas on-line driven e off-line supported.

A Naked, por exemplo, criou o projeto "Music Recommenders" para a Nokia, no qual reuniu diversos produtores musicais, por meio de um site e de comunidade no MySpace, para discutir as novas tendências do mundo da música. A campanha contou com a participação do diretor alemão Win Wenders, que dirigiu um filme específico para a internet. Resultado: o smartphone com mp3 da Nokia ganhou muito market-share.

Já a Taxi criou apenas um anúncio impresso para divulgar o creme Reserva. Com a assinatura "Cuidado com os efeitos colaterais", a peça direcionava as pessoas para o site www.seemoresideeffects.ca. Mais de um milhão de pessoas o acessaram e o produto teve um aumento nas vendas de mais de 25%.

O desafio da comunicação agora é conectar e manter esta conexão constante entre marca e consumidores. Cada mídia tem o seu papel, e uma campanha de sucesso precisa saber integrá-las da melhor forma. A função da TV, rádio, revistas, jornais, banners e e-mails é atrair o consumidor. Já a responsabilidade da mídia digital é maior: deve converter, fidelizar e engajar este consumidor. Essa é a base do modelo de comunicação on-line driven, off-line supported.

Nesse novo contexto, a propaganda precisa agregar valor, seja com serviço, conteúdo ou entretenimento. Sempre que possível, deve melhorar a experiência de consumo do produto. As marcas precisam contar uma história autêntica e criar formas dos consumidores a propagarem. Mais do que nunca, não basta apenas uma sacada criativa para o sucesso de uma campanha: planejamento e inteligência digital são fundamentais.

É hora de buscar o novo, testar e arriscar. Estamos todos construindo um jeito novo de se fazer comunicação.

 

 

ah, o site da agência: http://www.ithink.com.br/v4/

e o site daonde retirei o artigo: http://www.ubaweb.com/revista/g_mascara.php?grc=26655

Publicidade de Bligoo.com

Muito bom

Enviado por em 22/08/2009 às 11:32 PM
Prof. Klaus Denecke-Rabello

Valeu por ter trazido este importante texto, Bruna.

 

és sempre bem-vinda!


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Enviado por em 28/06/2011 às 05:36 AM
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I like it very much, thank you
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